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Banco Vermelho é inaugurado no IM/UFRRJ e reforça luta contra o feminicídio e a violência de gênero

A exemplo do que já havia ocorrido em março passado no câmpus Seropédica, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro deu mais uma demonstração de seu engajamento na luta e enfrentamento à violência de gênero e contra o feminicídio. Agora foi a vez do câmpus Nova Iguaçu da instituição mostrar seu apoio a essa causa tão urgente. No último dia 01/04, no Instituto Multidisciplinar, foi inaugurado o Banco Vermelho no pátio do RU (Restaurante Universitário).

O evento teve a presença e participação da Profª Joyce Alves, Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da UFRRJ, dos diretores do IM e do Câmpus, Márcio Borges e Geraldo Pinheiro, e de representantes estudantis do DCE no IM (Maria Eduarda Lourenço) e Vítor Hugo Mariano (coordenador-geral).

Tal mobilização contra a Violência de Gênero e o Feminicídio tem caráter nacional e é promovida pela ANDIFES – Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – e tem como objetivo incentivar as universidades públicas a darem visibilidade à campanha, além de estimularem o debate e a reflexão sobre a violência que atinge muitas mulheres em nosso país.

Para a Pró-Reitora Joyce Alves, a inauguração do Banco Vermelho vem carregada de uma simbologia que denota o enfrentamento da violência de gênero na universidade. No entanto, a iniciativa só faz sentido quando ligada às outras ações referentes ao problema e que são promovidas no ambiente acadêmico. Para ela, mais importante do que o Banco Vermelho – como um convite à denúncia e à reflexão – são as iniciativas que vêm sendo desenvolvidas na Universidade Rural, desde 2022. Como exemplo, ela citou as oficinas de Mulheridades (nos meses de março e agosto) e a criação da CPID (Coordenação da Política Institucional pela Diversidade, Gênero, Raça, Etnia e Inclusão).

Apesar dessas ações, a Pró-Reitora da PROAES alertou que muito ainda precisa ser feito para combater as diversas violências de gênero que ocorrem, tais como os assédios moral e sexual, o machismo e o racismo, a misoginia e a LGBTfobia. Segundo ela, a reação dos estudantes da UFRRJ ainda é tímida diante da discussão acerca dessa conjuntura que atinge a sociedade. Joyce explicou que o tema ainda é muito pouco discutido na área das Ciências Exatas, das Ciências Agrárias e na de Ciências Biológicas da universidade, sendo mais difundido na área das Ciências Humanas, onde a receptividade é um pouco maior. A Pró-Reitora ressaltou que o desafio é tornar menos refratária a discussão e reflexão sobre esse assunto nos outros segmentos estudantis da Universidade Rural.

A professora Joyce chamou a atenção para o fato desse debate não se restringir ao mês das mulheres (março) nem ao Agosto Lilás. A campanha contra o feminicídio e a violência de gênero visa estender-se durante todo o ano, numa perspectiva de inclusão também dos homens nessa reflexão, no engajamento e na conscientização.

De acordo com o diretor do IM/UFRRJ, professor Márcio Borges, o Banco Vermelho tem uma forte simbologia para os estudantes, professores e servidores, pois coloca essa denúncia de caráter nacional no interior do câmpus da Rural, em Nova Iguaçu. Segundo ele, o Banco Vermelho traz à tona a reflexão sobre as diversas formas de violência que vitimam as mulheres, os gays, e o público trans, na medida em que o acesso a ele é democrático, uma vez que todas as pessoas podem nele se sentar, conversar e dialogar sobre a temática que o envolve. O professor Márcio ressaltou que a Universidade Rural precisa estar atenta e engajada no combate ao feminicídio, a essa violência cotidiana representada pelas diversas formas de machismo, racismo, e pelo ódio contra as mulheres (misoginia).

Antes da inauguração do Banco Vermelho, a PROAES promoveu, no pátio do RU, mais uma edição da Oficina de Mulheridades, onde as alunas puderam expressar suas opiniões por escrito, acerca da questão da Violência contra a Mulher e o Feminicídio.

Por Ricardo Portugal – Assessoria de Comunicação do IM/UFRRJ

OBS: As frases pintadas nos Bancos Vermelhos do câmpus Nova Iguaçu da Rural são de autoria do estudante Antônio, do curso de Ciência da Computação do Instituto Multidisciplinar.

Oficina de Mulheridades, no pátio do RU 

 

Geraldo Pinheiro (diretor do câmpus), Joyce Alves (PROAES), Maria Eduarda (DCE da UFRRJ) e Márcio Borges (diretor do IM/UFRRJ